Décimo-quinto: Já não éramos os mesmos...

12:07

Cute


010. No inicio era uma amizade concreta, a certeza de que se aquela mudasse não daria muito certo rondava minha mente. O conhecia tão bem, o via fazer coisas com as namoradas e achava graça. Mas no fundo sabia que ele não fazia por mal, era menino e namoro é coisa de gente grande, hoje eu sei disso, naquela época não. Sumi, não confiei de entregar meu mundo nas mãos dele, sabedoria de adolescente, se tivesse mantido tudo isso hoje eu não estaria...
012. Mas a vida em seu impasse fez com que eu voltasse, ele permanecia no mesmo lugar, parecia até que me esperava, estava em mais um de seus “casinhos” isso ainda não é o presente, e sim no passado onde foi a nossa melhor fase. Onde ele largaria qualquer coisa e pessoa para ficar comigo, e foi isso. Eu era a mina dele, e ele era meu moleque. Compartilhava comigo seus segredos, e a gente ria do passado, matávamos a saudade da amizade e criávamos o que hoje eu chamo de amor, mas naquela época nada era tão importante como está com ele, acordar cedo e ligar o computador por saber que iria ter um “Bom dia, eu amo você” dele. Nunca fui meiga, eu to longe de inventar uma mentira dessa e romântica vixe, antes dele era só de mentirinha. Mas decidi que ele deveria saber tudo que eu sentia, me abri. O deixei entrar, e logo ele tomou conta de canto de mim. Era ele.
Sonhos atravessavam minhas noites e me faziam acordar sorrindo. Perguntava-me se era possível alguém mexer tanto com o outro, como ele mexe comigo. Nem me passava na mente outros corpos e opinião, tava suave de todos. Éramos ele e eu; nós. Sem mais ninguém, sem amigos opinando, sem piranhas rondando. Porra! Sua voz suave como brisa, me fazia flutuar e me tranquilizava, eu que nunca fui tranquila, tava num romance. Se esse papo ia passar? Não sei, mas acabou nos últimos dias de 12, melhor ano. Melhor fase, nem deu tempo de dizer adeus para o ano. Para ele sim, lágrimas escorriam, mas ele nem tava na minha frente para seca-las.
013. Saudade é foda, e não trás ninguém de volta. O amargo é muito mais receptivo que o doce, te aceita, te acaricia e você se preenche dele, minha doçura se foi e segurança já não faz parte de mim. Quem sou eu agora? Por que eu amo um desconhecido?

1. Jan. A dor não passou para mim, ainda o amo, mas não o quero mais.
2. Fev. A dor não passou, escondo na folia, em meio a corpos, não o quero mais.
3. Mar. Saudade
4. Abril. Saudade
5. Maio. Saudade
6. Jun. Reatar? Não, saudade.
7. Jul. Pausa disso tudo, o amor morreu?
8. Agosto. Não.
9. Setembro. Saudade.
10. Out. “:’(“
11. Nov. Nostalgia
12. Dez. Saudade.
014. Termino aqui então sem final, porque recomeço teve, mas fim não. O amor é infinito e essa história ainda não teve conclusão. M-U-D-A-N-Ç-A-S, talvez ou final quem sabe.

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