E é assim que começa meu dia, acordo e não agradeço logo ao amanhecer o que eu prometi a noite, e a minha promessa era sempre agradecer todas as manhãs por estar viva inteira e amada. É assim, amada por pessoas que eu não sei que talvez eu só vá dar valor no mais extremo dos casos, no dia que todos os não importantes me humilharem e eu me sentir sozinha e olhar para aquele sofá no dia de domingo (e eu sei que eles sempre estarão ali, quer dizer não para sempre, mas sempre que puderem eu digo - e ali estar todos que permaneceram ao meu lado) todos que quando partir eu mais sentirei saudade, e eu já vai ser tarde demais para perceber isso. Preciso parar de me lamentar por coisas que por mais que me fazem mal, é fútil, o que é o amor carnal diante do mais puro amor espiritual, é algo que eu não do valor. Meu coração ta ferido e minha mente abalada, preciso voltar para meu caminho sem pensar no meu objetivo, eu não quero ter somente um, eu quero todos. Isso não é sobre as pessoas, e sim sobre mim. Inteira, porque por mais que eu esteja em sofrimento, meu corpo continua forte, apesar de reclamar, eu sei que eu vou conseguir superar toda essa parte, minha fé continua inabalada, e minha alma inatingível, porque meu clamor subiu aos céus e virou estrelas, e todas, todas são pequenos sonhos (ou grandes) de alguém(s), não importa quantos ou se são sonhos iguais, a minha estrela brilha todos os dias, apesar de ofuscada pelo céu do azul ou das nuvens carregadas de gotas em dias nublados, eu sei que eles estão lá abaixo das asas do mais belo anjo brilhando constantemente junto a sua aura. E apesar de viva num mundo falho, e falhar junto a todos e mesmo sabendo que estou errada e afastada, me arrependo todos os dias por cada pecado meu, e peço desculpa, porque apesar de tentar dar meu melhor, eu sei que erro, e sou falha, sou humana e sou imperfeita. Apesar de não merecedora de um milagre, eu o peço, e penso nele todos os dias.
É sempre assim, blog e outro blog e mais blog sempre poetizando o nosso amor e admiração por nossos (gatinhos) amores. Então, eu como fã dos raps suaves trouxe algumas musiquinhas deles, que vocês não devem ter ouvido, porque eu conheço o gosto musical de vocês kkk brincadeira amigas, brincadeira. Quando terminar de ouvir, me respondam: Qual seria a reação de vocês, ao ouvir isso dos lovers forevers de vocês?
- Bem estar - Essa é especial por meu ex love mandou para mim.
Putaria! - Tudo que ela quer - Essa é muuuuuuuuuuuito especial também, porque eu me acho a guria da msc!
- Ela vem chegando
- Quem é ela?
- Ladra de salto
- Se ela soubesse - AMO!!!
- A dama e o vagabundo - Meu ex love me mandou essa também, cuidem. =(
- Pras damas
- Pretinho
- Dez nota 10!! Essa é a melhor de todas, meu amor me mandou essa também. Meninas, é linda essa música, ouçam mesmo:
Apesar de estar a bastante tempo na blogsfera, esse é o primeiro blog que eu realmente quero levar a sério, pois pela primeira vez escolhi um assunto que eu gosto, que é o literário, ou seja, a gente, May e eu escrevemos sobre qualquer coisa. Escrever. E além de tudo é uma dica para o pessoal que está começando agora, gosto de reforça, escolha um tema para seu blog que você realmente goste, te garanto que será mais prazeroso. O Selo é o Conhecendo o blog, que é basicamente para blogs novos.
Quero agradecer a Laylla por me indicar essa tag, amei. As respostas dos dois selos, que eu amei receber está aqui
1. Como escolheu o nome do blog?
Antes o blog se chamava Amor e textos, mas a gente resolveu convidar algumas amigas para equipe, e eu chamei a Tainá que é muito engraçada e em breve ela vai lançar o nosso canal no youtube, e te garanto, vai ser épico.
2. Quanto tempo se dedica ao seu blog?
Agora que eu ainda não trabalho e não comecei na faculdade 12 horas ou mais. Ta no começo e a gente se empolga muito. Mas quando começar a fluir, vou separar o tempo que da para cuidar.
3. Já teve problemas com comentários de anônimos no blog?
Ainda bem que não!
4. Pretende mudar algo no blog em 2013?
Mudei o Layout agora, e gostei bastante do resultado, ainda não penso em mudar nada. Só acrescentar.
5. Já ficou sem inspiração para postar? Como superou isso?
Em outros blogs sim, quando eu tinha que pesquisar muito antes de adicionar o conteúdo, era chato. Agora com o blog literário, eu escrevo o que a mente flui.
6. O que gosta de fazer quando está no computador?
Atualizar meu blog (sério, eu sou muito viciada rs) e ouvir música.
7. Quantos livros você lê por mês?
Eu antes lia 3/4, parei, gostei de ler o livro bem devagar, voltar umas três quatro vezes as páginas para curtir mais, agora leio no máximo dois, te garanto que entendo mais.
8. Quantos blogs você visita todos os dias?
No máximo 20, eu fuxico o blog até a primeira postagem, gosto de ver que muitas começaram devagar como eu, amo mesmo ler aqueles textos cheios de si próprias.
10. Quanto tempo você está na blogosfera?
Acho que uma década, kkkk. Mas nunca levei a sério, primeira vez.
11. Você se inspira em outro blog? Qual?
Me inspiro muito no Julie de Batom e no Depois dos quinze. São muito meigas, e fofas.
As vezes a gente sofre por ter perdido a pessoa errada, e só o tempo vai nos mostrar que talvez a gente tenha que passar por sofrimentos para conseguir alcançar a felicidade. Então chore, que o que for que ser, vai acontecer natural, através de atitudes suas, que você nem nota que está tomando.
Nada é suficiente para ela, ela exige demais, gruda demais, sonha demais, fala demais, obriga demais, se humilha demais, mas no fundo ela não é má pessoa, ou paranoica, veja bem, se você tivesse vivido o número de decepções amorosas que ela viveu você também não seria muito confiante de si próprio. E no fundo ela é tão experiente nesse negócio de fim inexplicável que ela sabe que uma hora ou outra você vai abandonar ela e dizer: “O problema não é você, sou eu” e depois que você perceber que ela não vai seguir nenhuma regra ditada dais quais presentes me lembro: “Não corra atrás, não jogue indireta, não mande sms, parte pra outra…” ela vai fazer tudo ao contrário, ela não vai aceitar te perder, ou deixar você ir tão fácil, mesmo que o erro esteja na cara dela, ela vai perdoar e vai deixar bem claro pra você seus sentimentos, vai te mandar mais sms que o normal, vai escrever pra você e vai ouvir todas as músicas que fingiu ou realmente lembrava dela quando ouvia, agora ela tem uma playlist de tortura inteira, ela vai puxar assunto com você e vai sorrir nas suas graças, e entender seus assuntos sérios, mas quando ela estiver sozinha, vai chorar, vai chorar tanto que ela vai se achar ridícula e isso vai se repetir por diversos meses ou anos. Você vai mandar um sms pedindo desculpas, e isso pra ela vai ser como um sinal, um sinal que você sabe que ela ta sofrendo e se arrependeu, e a cabeça dela vai encher de talvez: “talvez ele me ame, talvez ele tenha percebido que agente faz um casal legal…” E vai se encher de auto-promessas, e essas promessas ela vai começar a prometer a ser diferente, e ela vai deixando de ser ela e acaba perdendo sua essência, mas nada demais, você nem percebe, você já ta querendo a Carolzinha, Babizinha, Aninha, Clarinha, Mariazinha, Biazinha, Andressinha… Todas boa de cama, todas gostosas, você ta bem. E ela? Ela continua a acelerar o coração a falar seu nome, continua a ficar com o celular na mão na esperança que você responda a sms dela, ou que por um milagre você ligue pra ela. Pois é, a vida dela vira um inferno, e você não é especial porque fez ela se sentir assim, você vai sofrer, você vai ficar na pior, porque vai passar meses ou até mesmo anos e ela não vai lembrar mais de você, ou vai, mas não importará mais. E você vai ta com todas as inhas da sua vida, com o corpo cansado, coração sentimentalmente abandonado e belas lembranças, ou lembranças vazias. E ela vai ta feliz em algum lugar, com um cara que realmente é de sorte, que pode ficar feliz, porque ele ganhou o tesouro mais precioso dela, soube cuidar, soube respeitar, soube entender, soube curar… Sem precisar que ela fosse outra pessoa pra isso acontecer. E dela irmão, você só vai ter lembranças.
Cansei de amores de papel e romance barato, conquistas fáceis e idas trágicas. Cansei do mesmo fim na história contada, das mentiras despejadas e das verdades ocultas, cansei da sedução sem fundo sincero, do sexo sem sentimento e de sentimentos fracos. Cansei de estar sempre com medo de quebrar, magoar e desmoronar. Quero algo forte, real e verdadeiro, diga-se de passagem. A vida me tornou sensível da alma, mas meu coração é forte, forte o suficiente para voar e cair como a chuva sem parecer derrota; a vida me tornou forte como um tornado e sensível como uma flor… Então me ame sem ter medo do fim, sem ter medo de me derrubar, ou decepcionar. Ame-me por inteiro nem que seja por um dia, mas me ame de verdade. Faça meus olhos brilharem, minhas pernas tremerem, meu coração bater mais rápido, me arranque sorrisos, a roupa, me beije toda. Ame-me por inteiro, incluindo meus defeitos, porque definitivamente não usarei máscaras. Porque cansei de falsos amores…
Ela agora anda sorrindo, sorrindo por trechos de músicas, cenas de filme ou até mesmo de coisas idiotas no Facebook. Ela também decidiu emagrecer, começar a correr de manhã, e a comer mais frutas. Também anda prometendo não beber refrigerantes e a mudar o gosto musical. O motivo é olhar que ele deu de dentro da cafeteria numa esquina qualquer. E ela nem lembra o nome da cafeteria, mas se lembra do olhar, e escreveu isso no diário dela, destacando a data do ocorrido.
Uma amiga me disse que ela o descreve como “o cara mais lindo do mundo, fez meu mundo parar só com o olhar” Adolescente tem direitos de ter esses devaneios.
Bateu a porta do carro e pegou o caminho mais longo onde seu carro pudesse ir numa velocidade questionável. Em diversos momentos parou no acostamento para pensar na vida e de como estava cansado de tudo. Quando voltava a dirigir, pensava que estava ficando louco por fazer isso. Chegou à outra cidade que tinha pouco costume de ir, e ficou dando voltas por vinte minutos, estava cansado e queria um lugar para finalmente parar. Ela estava conversando com uma menina com os cabelos cacheados e grandes, muito grande. Ela disse algo como “Estarei te esperando em frente à loja de produtos usados”. Ele dirigiu até lá, e tinha uma cafeteria do outro lado da rua, não e fácil de ver por ai duas lojas de produtos usados, e se não fosse essa, ele arriscaria. Entrou, sentou-se à mesa próxima a janela, pegou um café, e a esperou.
Falaram-me que ele fala desse dia um pouco envergonhado com amigos íntimos, ele diz que ela não era uma garota qualquer. Ela era uma garota que os fez sentar e tomar um café e esquecer os problemas que ele vinha enfrentando, apenas por um sorriso. Um sorriso que se não tivesse vindo dela, ele talvez não tivesse tido tanta coragem.
Eu adoro histórias assim. Resolvi brincar um pouco.
Ela estava fazendo exatamente o que havia prometido, ela corria por um parque tradicional da cidade. Pista no meio, árvores em volta. Era feriado, e exatas nove horas da manhã, tinha crianças, pais e cachorros brincando. Adolescente falando no celular, e mais gente correndo. Eu particularmente não gosto de corridas ou coisas apressadas, gosto de tudo devagar, assim mantenho a magia.
Ele tava em mais um dos seus surtos de estresse e resolveu fazer o mesmo da semana passada, só que depois de tomar seu café, quis dar uma volta a pé pela cidade. Eu pedi ajuda para o destino, o destino às vezes é mais brincalhão que eu. Feito, deixei o destino uni-los, e ele conseguiu. Eles se esbarram, ela sorriu e ele a olhou nos olhos, não conversaram muito, mas ele pediu o número do telefone. No outro dia ele a ligou, e ela o fez sorrir. Foram ao cinema, e nem acharam estranho o questionaram como se conheceram.
Eu estava lá no primeiro beijo, fiz parecer que foi mágico, adoro magia. Amor e magia, é uma bela combinação.
Dizem que hoje eles andam de mãos dadas, e ela dedicou uma música do Nando Reis para ele. Ele vai ouvindo ela no caminho ao trabalho, e anda menos estressado. Ela ainda escreve seus nomes dentro de um coração, e me desenha atirando uma flecha.
Será que existe um jeito deu te encontrar porque... Pelo menos para dizer que eu ainda gosto de você.
Armadinho - Será que existe
Ninguém nunca disse que seria ao contrário, sempre deixaram bem claro, o quanto seria difícil e o quanto as coisas só iriam piorar com o tempo, mas esqueceram de me avisar que haveria machucados no caminho, que pessoas apareceriam, e fariam de tudo para roubar meu sorriso, me fazer da menina mais feliz a mulher apaixonada. Ninguém nunca mencionou que essa pessoa se diria presente em todos os momentos primordiais, que ela passaria e deixaria uma marca tão bonita e a tinta. Ninguém nunca me ensinou como doma-la, cuida-la, como fazer que no mínimo ela me sinta da forma que a sinto.
O mais cabuloso nesse aprendizado é que ninguém me deixou a fórmula de esquecimento, ninguém disse que essa fosse embora como se nunca tivesse me sentido sentimentalmente. Ninguém que mesmo sentido raiva eu o amaria tanto que sentiria meu coração doer, acelerar de saudade, e meus olhos gotejarem de medo. Medo de nunca mais sentir aquela sensação boa que sua voz me causa, nunca mais me sentir perfeita para alguém como era para ele, me sentir linda, melhor amiga. Fazer brigas se tornarem lembranças boas com direito a bordões. Medo de não encontrar uma pessoa que imagine nosso futuro juntos com naturalidade (como se fossemos viver para sempre juntos). Medo de que ele não note que mesmo não indo atrás e quase conformada que ele ame outro alguém, o espero. Espero um momento de nostalgia nossa, que o faça lembrar como eu o amo. Se isso não acontecer preciso da fórmula do esquecimento. 29/07/2013
Entre linhas um pedido de socorro, um pedido de desculpa
Pausa para um café, dois cigarros quebrados e o amor da sua vida longe, como tudo foi ficar assim? Talvez você não queira ver, mas você sabe que o erro é você, mas ao menos você tenta se corrigir, você não mente, mas também não sabe dizer a verdade, enrola, se embola, mas tudo começou com o filme Enrolados, deve ser sorte, mesmo não acreditando nela, é sorte. Não acredito no amor e mesmo assim o amo. Talvez nós tenhamos começado errado, deveríamos ter começado com Querido John, ou talvez P.S eu te amo, ou os meus preferidos Ele não está tão afim assim de você ou Sexo sem compromisso. Deveríamos ter ficado nus, libertos de mentiras, ter nos conhecido a fundo, ter feito sexo, talvez agora não estivéssemos numa leve pausa para o café.
Eu era dessas que dizia que fumava porque achava onda fumar, mas sem aguentar nem a fumaça dos fumantes ao redor, se eu continuasse na minha teoria de nunca me apaixonar talvez fossem menos dois cigarros quebrados perdidos numa floresta de gente e luzes. Eu mentia para amenizar a tensão, você dizia a verdade ou a ocultava para que desse certo em águas cristalinas. De cristal só restou o meu amor, forte, impossível de se desmanchar, brilhante, valioso, desejado; hoje rejeitado. Daí você diz para não chorar, choro. Choro impulsivamente 7 horas por dia, 17 horas de sorriso, pensando que se tivéssemos dado certo, iríamos ser tão lindos juntos, sinto falta do seu conforto, sinto falta de sorrir pelo presente, sinto tanta falta de você. Estou perdida, ferida, não sei nem dizer o que sinto ou como estou. Sei que o erro é meu, mas tento me consolar, pois, já é sofrimento demais, você não está. Voltando a parte que nos perdemos, quando deixamos de render? De quinta, quinta me apaixonei por você novamente; e a cada palavra que você dizia eu imaginava seu sorriso boquiaberto próximo a sua felicidade, me senti capaz, porque na quinta fase desse jogo, numa quinta-feira senti que te fiz feliz uma vez e no fundo, mesmo nos desmanchando, eu só queria te fazer feliz, ao lado de uma pessoa sensata, mas perdi a sensatez quando te proibi de nos imaginar em sonhos, ou de te deixar saber quais são as cores que me compõe, ou deixar que você entrasse na minha vida como um furacão. Pausa, somente uma pausa, quando foi que pensamos que poderia dar errado? No meio de possibilidades, se fosse colocar matemática nessa história de amor, seria 80% a chance de dar errado, 10% a chance deu estragar tudo e os outros 10, agente divide 5 pra distância e 5 pra foto. Não fim não, sabemos se é assim, mais um fim triste, que me transborda, me destrói e me faz pensar em desistir. Suicide, precisa t-r-a-d-u-çã-o? Vamos a uma tradução lógica “feita por mim” do que é a morte, hoje ao tentar dormir sem fazermos as pazes, morri três ou quatro vezes, a morte é o que eu mais temo, ela não é comum, ela é cega e solitária, escura e atrapalhada, você fecha os olhos e se encontra com ela, você tenta abrir os olhos e não consegue, então você puxa a respiração e o seu corpo não obedece, você grita, pede socorro, tenta se mexer e nada, pensa em escolher o bem ou mal, mas não enxerga, tudo desse mundo deixa de existir, menos sua consciência, você pensa em tudo que você fez quando conheceu a vida, e lembra que nasceu chorando e aprendeu a sorrir quando olhou o sorriso tênue da sua mãe, cresce talvez, talvez conhece o amor, e então essa pessoa se torna seu sorriso, se não dormimos bem, podemos morrer como nascemos, chorando, num buraco obscuro cheio de vida morta, sem ter aprendido a sorrir. Nesse caso, a morte realmente não valeria apena, então simplesmente deixaria de viver, deitaria em minha cama, e já que não precisaria mais ser bonita, comeria besteiras e engordaria, veria 12 horas de TV, e dormiria 12 horas para sonhar contigo “lá eu estaria viva” pararia de ler, não precisa mais ser culta, fora os detalhes pequenos, não te ligaria, não te atenderia, não te aceitaria de volta, procuraria uma forma óbvia que me fizesse sofrer, pois acho que mereço. Deixando claro, temo a morte. Não, não quero morrer, apenas não sei viver. Mais dois cigarros, mais um tempo, mais perdidos estamos, mais amor, eu te amo. Mais desejo seus lábios, mais longe de você estou, mais próxima do fim, por fim, não quero desistir de nós, pois, ainda tenho você dentro de mim, e mesmo chorando, vou esperar o café esfriar, deixar os cigarros apagarem e deixar que o oxigênio volte a ser o maior motivo fora de mim, que me faça viver. Entramos então na parte do perdão, sabe acho que a parte do perdão vem em todas as delongas, pois, bem. Perdoar é bíblico, mas só conhece até então uma pessoa que foi capaz de perdoar, e não era humana. Nós humanos não somos capazes dessa proeza a não ser que estivéssemos amando, você ama? Acredito que sim, porque, vamos a minha apresentação do que é você: Perdido talvez para agradar alguém, achado, e conseqüentemente, agradando o pesquisador, pois o mais belo tesouro, nunca explorado a fundo. Sinto seu coração bater ao falar “eu te amo”, sinto quando está mentindo, mesmo que seja, uma mentira não ofensiva, se é que ela existe. Sinto que apesar de não estar triste, ta ruim pra você também. Mesmo que você fuja, pois, sei que coisas intensas te assustam, e eu sou o sinônimo do exagero e drama, enquanto isso, você trama uma maneira de correr, mas seu celular continua ligado, e você continua a espera de ver o meu brilho, ou talvez meu medo, você quer me proteger? Você talvez tente me esquecer com cigarros, cerveja, putas e amigos, talvez consiga, a sensação é ótima, mas quando toca uma música que você me lembre, talvez você se pergunte onde estou como estou, e como anda meu sorriso, se ele ainda está vivo, mesmo sem você, esclarecendo isso: “meu sorriso se apagou e por mais que esteja sorrindo, não é de felicidade” então vamos a minha música preferida de nós: “Eu juro, te juro amor eterno” e vai ser, bem assim, eu vou casar, ter filhos, morar numa casa de frente ao mar, ter um cachorro chamado “Duck” e um filho chamado Daniel, mas não vai ser Junior, vai ser só Daniel, a pergunta lógica: “Porque Daniel?” a resposta mais ou menos lógica: “Uma certa vez sonhei com um anjo, e ele me ensinou a amar, e me ensinou a me enxergar e me aceitou da forma que eu sou, e me fez entender que não adianta tentarmos ser o que não somos para agradar alguém, se esse alguém se apaixonou por nós, mentiras funcionam nas primeiras vezes e depois elas perdem o efeito, esse anjo me ensinou a amar e depois ao abrir os olhos, se foi” então é assim que te vejo, me enxergo em você. E perdoar é raro, tem que ser de coração, ou perdoa, ou magoa. Mas por enquanto, torno a escrever, com café e cigarros…
As vezes não desistir de uma coisa que se ama, pode valer realmente a pena.
Doce menina,
Demorei a perceber que era você, até o hoje o perfume do balanço de seu cabelo está em meu quarto. Pensei no que escrever. Pensei em ligar pra saudade e pedi-la para sair do meu coração, mas do que adiantaria se não tenho contato com a paixão? Então resolvi em escrever primeiro para o amor e pedir para que ele se transforme na lembrança assim como a metamorfose da borboleta, em falar nelas, desejei tanto ser livre como um animal que voa e sai por ai voando de mansinho caçando aventuras, mas, por favor, liberdade de que você vale se não posso voar junto a ela? Decide chutar o orgulho e correr atrás de dela, mas só de pensar em seu nome minhas pernas ficam bambas e de que vale correr se não for em direção ao seu abraçado? E então liguei para o desespero mais só dava caixa postal, o que eu faço se não sei o que fazer? Como as duas mãos na cabeça e o coração acelerado, caminhei bem devagar até a sua porta, dei três batidas ritmadas para combinar com meu coração “Tum Tum Tum” e você não veio, fiquei esperando, na verdade você tinha me visto, mas, por algum motivo, você não me atendeu. Fiquei ali por alguns minutos, pensando nos absurdos que fiz quando não sabia que era você. Não tava acreditando que tinha a mulher dos meus sonhos junto a mim e desperdicei com coisas banais. E então um barulho gemido se fez e um quente soprou ao meu rosto, e aquele perfume do balanço do seu cabelo ficou forte, e lá estavam eles, os seus olhos que mais pareciam o oceano a me engolir, esperei um sorriso, ou um convite para entrar, mas ela apenas ficou em silêncio olhando para mim, eu fiquei por minutos pensando o que dizer e nada me soa mais justo do que um oi e então eu disse. E ela respondeu meio fanha um oi bem seco e baixo, envergonhado, meu surpreso, reprimido, bem ela, bem simples, bem apaixonante. E então eu comecei a falar, sem parar que ela era a mulher da minha vida, falei por minutos sem parar, com pedidos de desculpas e joelhos no chão, na esperança que seu perdão viesse com um beijo. E então seus olhos encheram de lágrimas, e ela disse – você se lembra quando eu ligava para saber se você estava bem e você ficava irritado? Eu respondi um sim meio sem graça, porque na verdade eu odiava quando ela me ligava toda hora, e hoje na verdade eu sinto saudade de ouvir o telefone tocar com uma chamada dela, sinto saudade de alguém se preocupando comigo. Eu abaixei a cabeça e ela continuo a fazer várias recordações, e eu fiquei com raiva de mim mesmo, e por alguns instantes parei de ouvir o que ela estava falando e comecei a observar a forma que estava vestida, ela estava com óculos quadrado moderninho super grande, que deixando seu rosto lindo, o cabelo jogado para o lado, nunca reparei tanto os seus lábios, apesar de estava sem nenhuma maquiagem, seus lábios eram rosados. Ela estava com um casacão cinza enorme, e de pés no chão. Seu short era tão curto, que por momentos achei que ela estivesse sem. E ao deixar a porta meio aberta notei que a TV estava pausada num filme de comédia romântica, na verdade o filme que agente sempre assistia juntos, e o cheiro de pipoca estava delicioso, e isso me deixou feliz, porque ela ainda via o nosso filme. E então eu tomei coragem e dizer a ela – Por vários momentos eu pensei que eu errei, mas talvez o erro tenha me ajudado a enxergar que você é o grande amor da minha vida, e que por mais que tenha vacilado te trago em meu coração guardado como uma jóia rara. E ela somente chorou, e do nada vem um cara todo bonitão e abraça-a por trás, e o queixo apoiado em seus ombros, ele pergunta – Quem é seu amigo amor? E ela responde – Não amor, é que ele ta perdido, e ai ele tava contando uma história, da qual ele tinha demorado demais para notar que uma menina qualquer era a pessoa que ele amava, talvez essa menina ainda o ame, mas quem disse que é fácil né? As vezes temos que abrir mão do que agente ama, para ficar com o que nos faz bem. Mas eu já disse que não a conheço, acho que ela mudou. Ou não, ou talvez ela esteja procurando ele também. Talvez ele devesse ligar para ela, mas eu só aconselho isso, se ele estiver mesmo interessado em fazê-la feliz. E então com um sorriso, parti porque na verdade o que eu mais quero é fazê-la feliz.
Tantos dias sem olhar nos seus olhos, sentir seu toque, seu beijo, será que é possível ter essa certeza. Por enquanto a única que tenho é que seus beijos;
Não sei se daria certo, n[os assim tão sérios, quebrando padrões, estabelecendo regras, eu quero algo suave, light para ser feliz. Quero mãos dadas no shopping, quero cinema, quero o portão da minha casa, a cama, da sua, quero dormir abraçada, quero um beijo na chuva, quero presentes em datas comemorativas, seu nome em meu diário, quero andar na garupa da sua moto, conversar horas no telefone, quero olhos nos olhos, mão a mão e por fim corporal lábio a lábio, quero uma música tema, me exibir para minhas amigas, quero seu abraço, carinho, ciúme, briga. Quero reconciliação. Quero seu perfume em meu casaco depois de uma tarde fria, quero sua criatividade ative em nós, quero fazer histórias legais, quero me apaixonar pelo cara mal e ver que ele apaixonou por mim. Quero muito o boca a boca no sofá na cozinha, banheiro, cama, varanda… Portão!
Quero dar mil beijos de despedidas e fazer você mesmo assim continuar com saudade. Que nós esquecemos o mundo, flutuamos juntos na nossa imaginação, quero você com meu pai no domingo vendo futebol, quero seu carinho, quero o seu bom e o seu ruim, mas, principalmente quero seu bem aqui, perto de mim. É por todo esse querer que eu me pergunto será que é você?
Estava eu aqui agora, nesse domingo que é chato pra caramba, e resolvi unir todos os meus pequenos trechos, sabe esses textos pequenos, frases.. E trouxe todas aqui para vocês lerem, para não fazer uma desorganização com trechinhos, vou coloca-los aqui
- “Preciso de uma pessoa que entenda que meu humor muda constantemente, do bom pro pior. De uma pessoa que curta rap, rock e uma vez ou outra dança funk pra rir junto a mim. Preciso de uma pessoa que entenda as minhas opiniões. Que me abrace, me beije, diga que me ama, sem precisar estar num relacionamento comigo. Preciso de alguém feliz, de alguém normal. Preciso de alguém que fala no meu ouvido coisas lindas, que seja duramente sincero. Alguém que me procure quando eu suma, alguém que compreenda as minha lágrimas. Alguém que me ligue de madrugada pra me fazer dormir feliz.” — Thamíris Lopes, Preciso
- Sou imperfeita, as vezes calada demais, outras vezes inconveniente. Meu silêncio é duvidoso pois nele que arquiteto qual será a nova fase, se hoje serei falante para que todos não riem de mim, se hoje serei feliz, só para me conquistar um pouquinho. Se me olharei no espelho e direi o quanto eu sou linda, mesmo que no fundo da minha alma duvide disso. Sou imperfeita, sou louca, sou feliz e infeliz e cada momento me descubro mais, sem que a opinião de outras pessoas me afetem ou me façam sofrer.”
- “Por favor se não tiver um lado bom nessa história, me avise, não quero perder tempo mais uma vez com alguém que simplesmente se vai.” — Thamíris Lopes, Diário.
- “Cansei de brincar de amar, de desejar ta pertinho, de ta sempre a fazer charminho, de ter que interpretar uma briga escrita, de chorar sem ver suas lágrimas também, de desejar e só desejar, de desejar os seus beijos, seus abraços, carinhos… De desperdiçar milhares de segundos com suspeitas e provas, tu me provas que me amas, eu te provo que te amo, sempre provando sem nunca provar e nesse jogo de brincar de amar, já não sei se vou aguentar ficar, pois, é duro com você, impossível sem, mas já estou vivendo o impossível, pois, não te tenho e cada vez mais eu deixo de ter.” — Brincar de amar, Thamíris Lopes.
- “Como seria bom se meus sonhos fossem reais, Agente acordando juntos te juro que até começaria a tomar café da manhã só pra ter o prazer de fazer isso ao seu lado. Depois te dar um beijo demorado antes de você ir para o trabalho, e outro quando você chegar, sentar no nosso sofá e assistir nossos filmes favoritos e perguntar como foi o seu dia e ouvir você contar cada detalhe mesmo que isso não me interesse ou que eu não entenda; te ouvir e fazer você perceber que eu estou no seu lado nas horas boas e ruins. Gritar contigo em dias ruins e você me abraçar por trás, só por saber que o maior motivo do meu estresse é falta de atenção, falta de alguém ouvindo e fingindo que entende meus dramas. Dormir todos os dias abraçados, ter um cachorro com nome estranho, e beijos depois das nossas brigas. Na verdade só quero que isso chegue bem devagar, que chegue de modo seguro, para que o fim nunca existe ou que esteja distante.” — Thamíris Lopes, Sonhos.
- Ele se foi, já se acostumou e já reconstruiu a vida sem um “nós" e agora não posso mais fazer nada, até quando ela chama ele de idiota soa mais feliz, mais sincero do que quando eu digo que o amo.
- Poderia te jogar uma indireta, mas você entender algo é quase tão impossível quanto um cachorro falando.
- “E então me apaixonei e der repente à insegurança me tomou… Tomou como um animal sedento em um deserto quente não deixou se quer um gole do meu orgulho. E horas meu corpo era possuído por uma felicidade sem fim e em meio ao dia, sorrisos apareciam sem explicação e o motivo era ele.” — Paixão 1.1
- “À distância e a vontade me maltrata, me arrasa e me destrói.” — Thamíris Lopes, Distância.
- “Nós não somos um casal romântico, não temos uma música, uma rua, um momento e nem uma lembrança… Nós nos xingamos, nada muito violento é só ajo como você fosse um melhor amigo. Te toco nos meus sonhos, te desejo na minha mente e te guardo no coração. Apesar do pouco romantismo confesso que no silencio do meu quarto escrevo cartas para você. Nós não temos o nosso primeiro beijo ainda, mas garanto que será o melhor, apesar de não termos nos abraçado na realidade é assim que sinto a cada palavra sua. E por mais que eu estou a-cá e você aco-lá somos o casal mais perfeito. Não odiamos nada somente a distancia que destrói meu coração.” — Thamíris Lopes, Namoro virtual
- “Eu amo você desculpa não te dizer, eu estou morrendo de saudade mas não vou dar meu braço a torcer, eu te quero tanto, eu te quero bem seja comigo ou sem mim a primeira opção é o meu desejo, seu sorriso sou eu o motivo e o meu coração só bate por saber que você existe, existe nele, na minha cabeça. Desculpa não dizer isso a você e sussurra todos os dias em meus pensamentos no escuro vazio do meu quarto.” — Thamíris Lopes, Confuso
- “Mande-me mensagens, diga que sou linda, mexa no meu cabelo, entre no msn só para falar comigo, dedique seus textos a mim, sonhe comigo toda noite, idealize nosso encontro, reze para ouvir a minha voz, faça planos para nosso futuro, me compre presentes, se inspire no meu sorriso, dedique suas batidas cárdicas ao meu corpo, deseje minha inteligência, sorria com as minhas besteiras, gargalhe da minha piada, faça cócegas nos meus pés, compre uma roupa pensando em mim, faça gravações de voz para mim, me compre flores, esqueça todas por mim, me chame de gostosa, linda, sua. Escreva uma música, invente histórias, me faça um poema, rompa o sistema, batalhe uma guerra, quebre os padrões, me ame, além de tudo, acima de tudo, primeiro de tudo me ame muito. Apaixone-me, por favor?” — Thamíris Lopes, Me apaixone?
- Aberta ao sentimento livre para verdades. Sonho com o inesperado. Quero o inexplicável, vivo com o que tenho, correndo atrás da realização, não quero somente o comum, quero o comum e o extravagante. Preciso fazer tudo antes do fim esse é meu maior medo, pirar, enlouqueço e me jogo em noites que não sei o fim.
- Querer mudar, eu quero, pois erro, mas preciso de acertos. Então me desespero e no desconhecido me jogo para que meu jogo não tenha game over antes de beijar sua boca.” — Thamíris Lopes, Game over
- “Prefiro fingir que não vejo, prefiro não enxergar, prefiro não acreditar. Do que ter que dizer a verdade para você.” — Thamíris Lopes, Pequena, pro mundo grande.
- “Pode ser demorado, rápido, calmo, sagaz, novela, filme ou nós. Contando que seja seu.”— Thamíris Lopes, Beijo.
- “Será que sinceramente você acha que eu mereço ser a segunda opção na sua vida? As vezes me pergunto, se eu sou mesmo uma opção, e se sou, em qual categoria estou localizada, e eu temo até em cita-las e por mais que pareça doido você é a minha primeira opção, sonho todos os dias em transforma-la em única; pois no momento meu coração só tem um dono e é você. Não precisou de muito, só de um sorriso seu, da sua voz no telefone, das lembranças de infância. Enfim, não sei explicar como tudo aconteceu.”
- Viva o agora, pois o passado não volta e o futuro pode nem chegar.
Na verdade a gente tenta em vão agradar as pessoas que amamos da forma errada, forçando ser o que não somos, sendo que quando a pessoa se apaixonou por você, ela se apaixonou por um sorriso, ou uma atitude real sua. Então não vale apena força ser o que não é, seja você e o que merece, será com certeza entregue!
Você faz algo pensando que será merecedor de méritos. E dai você só se auto destrói, porque vejamos bem. Até quando eu vou deixar de ser eu para tentar ser algo que não lhe agrada, porque no primeiro oi, nos primeiros momentos. Eu tava sendo eu, e depois agente cai nessa de “tenho que mudar pra me encaixar", se fosse a mudança necessária começaria mal e terminaria bem, ou se quer terminaria. Terminar na verdade essa palavra me assusta mais do que o próprio término, eu consigo me virar com finais, só não consigo encarar o medo de frente chegar e dizer: “Acabou não tem mais graça" porque no fundo eu sei que não é assim, é uma fase, mas o que a gente faz quando a fase ta ruim? Simplesmente senta e espera? Esperar o que? Por que tenho tantas dúvidas e uma unica certeza? Isso é injusto. Duas certezas seriam suficientes, ou seja, eu gosto de você e você gosta de mim, seria o bastante e as outras dúvidas essas sim, eu deixaria o tempo responder, porque na real eu nunca fui a menina que se apaixona ou a que sufoca que persegue, persiste, irrita. Sufoca. Eu sempre fui a independente de rótulos, solitária e sorridente. Não quer dizer que eu era feliz, por momentos eu era feliz, mas feliz o tempo todo só fui depois de você. E essa história de felicidade agora começa com a inicial do seu nome. Não eu não vou marcar seu nome aqui isso de fato te envergonharia. Eu não, eu nem ligo. Tanto faz. Só quero que saiba que não quero rótulos ou molduras, não importa o que foi ontem, ou que eu disse merda e você pensou merda. Acho que o importante mesmo, somos nós. E toda aquela essência que nos compõe. E todo o mistério que nos assombra. E todo a certeza que de que éramos, fomos. Sei que é besteira chorar, mas eu choro, talvez choro por não ter outra opção. E dai voltamos a estaca zero, quando serei merecedora de méritos?
Ah!! O amor. Sim, sei que não sou muito romântica, mas confessemos que amar é uma das melhores sensações que Deus nos liberou, e por isso cada pessoa por mais briguenta, ciumenta e outros defeitos, deve ser marcada em nossa vida com coisas especiais. E até mesmo os casais que não são muito românticos, devem liberar a terapia musical, porque nada mais gostoso as vezes não do que lembrar do nosso love com musiquinhas legais. Então, eu e a Mayara fizemos uma Playlove para vocês, porque a gente não é convicta nesse lance de amor, mas a gente entende pra caramba.
- Seu olhar - Seu Jorge.
- Eu e você - Cartel MCs
- Te devoro - Djavan
- All Star - Nando Reis
- Velha Infância - Marisa Montes
- Stereo Hearts - Gym Class Heroes
- My Girl, My Friend - Passion
- Perfect Twoo - Auburn
- Vem cá - Projota
- Eu sei - Papas da Lingua
Então, qual música vocês acham que vai se encaixar mais no romance de vocês? Beijos.
Se é verdade não sei, mas que diversas vezes me deparei com o horoscopo dizendo exatamente o que acontecia, sim. Bom, é uma coisa que se você ler não vai mudar nada, mas é divertido em dias de tédio. E como já me identifiquei trouxe o de vocês, para sabermos um pouco de cade personalidade através dos Signos.
Áries: Ele sempre faz sucesso quando chega a algum lugar. Mas, por trás daquela pessoa alegre e divertida, existe alguém que sente uma dificuldade imensa de compreender o outro, de escutar uma opinião e de assumir um erro. O ariano é um pouco egocêntrico e, às vezes, egoísta.
Touro: À primeira vista, o taurino parece ser um exemplo a ser seguido. Extremamente centrado e educado, você logo vai ter vontade de tê-lo sempre por perto. Contudo, por trás daquela armadura quase perfeita, existe uma pessoa extremamente teimosa e que, por vezes, pode ser um pouco pão duro, já que sua lei é guardar cada centavo!
Gêmeos: Sempre alegre e falante, o geminiano é o mais popular da galera. Por isso, consegue fazer com que todos gostem de sua companhia. Para saber qual é o defeito que ele esconde a sete chaves, basta fazer um teste: conte um segredo a ele. Na maioria das vezes, não é preciso muito mais do que algumas horas para que todos saibam o que foi dito.
Câncer: Em pouco tempo de conversa, você vai estar simplesmente encantado com o canceriano. Ele é tão meigo, tão doce, tão carinhoso... São tantas qualidades que fica até difícil de listar. Porém, o nativo tem um grande defeito: é rancoroso ao extremo. E quando cisma em se sentir magoado, “sai de baixo”!
Leão: O leonino é tão popular, irradia tanta energia, que todo mundo quer se aproximar dele. Certamente, você vai ficar maravilhado ao conhecer alguém assim tão especial. Contudo, na primeira vez que o deixar esperando ou que não der atenção ao que ele fala, verá uma verdadeira fera sair daquela armadura que parece mais uma obra de arte.
Virgem: O virginiano é sempre muito agradável e educado. Costuma ser inteligente e ter um bom papo. Porém, o dia a dia nos revela alguém cheio de manias, inflexível e extremamente crítico. Mas, tente fazer o mesmo com ele. Para conhecer a ira do nativo, basta comentar algum desses defeitos.
Libra: O libriano é aquele tipo de pessoa que se dá bem com as mais diferentes pessoas. É fácil de conviver, faz de tudo para te agradar e, de quebra, é um amigo para todas as horas. Contudo, essa mania de ser sempre bonzinho acaba sendo irritante. Ele, por muitas vezes, não consegue formar uma opinião e é capaz de dizer e desdizer a mesma coisa dez vezes.
Escorpião: É difícil se aproximar de um escorpiano. À primeira vista, ele parece sério e um pouco fechado. Talvez, esta seja a melhor ideia que se pode ter deste nativo, pois, quando ele começa a colocar suas “garras” de fora, nos deparamos com uma pessoa manipuladora, vingativa e muito inflexível.
Sagitário: Sempre alegre, o sagitariano vai te conquistar rapidamente. Ele é alto-astral, divertido e criativo. Contudo, ele detesta ser contrariado e, quando isso acontece, se transforma em uma pessoa um tanto quanto cruel. Com raiva, ele fica cego, e te acerta no alvo mais fraco, só para machucar!
Capricórnio: O capricorniano vai te passar a impressão de uma pessoa séria, madura e decidida. Aos poucos, você vai perceber que por trás daquela pose de perfeição, existe uma pessoa extremamente metódica, que não gosta de ser contrariado e que quer fazer a sua opinião valer a qualquer custo. Sem contar que é muito conservador e costuma criticar alguns tipos de comportamento mais ousados.
Aquário: O aquariano é aquela pessoa divertida, inteligentíssima, que tem sempre uma ideia inovadora. Mas, tanta sagacidade faz com que ele se sinta acima dos seres normais. Por estar sempre à frente de seu tempo, não costuma respeitar a diversidade e passa a ser um crítico daqueles que levam a vida dentro dos padrões.
Peixes: Não se assuste se você se apaixonar pela figura meiga e irresistível de um pisciano. Sempre sorridente e prestativo, o nativo te conquista na primeira palavra. Mas, conviver é difícil, até mesmo com o mais doce dos signos. Você vai perceber que tanta vontade de agradar pode se transformar em um pouco de falsidade.
E aí, você acha que é verdade? Beijos, Thamíris.
Cause nostalgia? Parte 1
Depois de cinco tentativas de falar comigo, prometi a mim mesma que quando Arthur me ligasse pela sexta vez, eu o atenderia, e não é que ele tentou mesmo a sexta? Dez pontos para ele, que não desistiu de mim tão fácil e se interessou por mim, depois deu ter dado as costas para ele, sem ao menos dizer Adeus. A gente já não tinha nada a ver, ele era sério, e viajante. Eu quero coisas leves e permanentes, se é que é possível viver feliz para sempre, sem morder uma maçã envenenada, ou passar pelo lobo mau. Ficamos exatos 30 minutos no telefone, e ele me explicou bem o que tinha vindo fazer no RJ, na sua viagem de cinco anos, descobriu que estava precisando parar, e já falava quase todos os idiomas, uns até que não conheço. Ele era legal, fazia brincadeiras, porém seu olhar não escondia o quão preocupado com seu futuro estava com 22 anos, e iria fazer medicina, o que era esperado, no EUA e ficaria mais sete anos fora do Brasil. Arthur tinha perdido o pai, e sua mãe tinha dinheiro. Sua irmã tinha se casado e ido morar em Curitiba, não tinha filhos. Então ele vinha buscar sua mãe para morar com ele. Sei que fui um pouco grossa, não quis me despedi dele por telefone. Dessa vez não queria perde-lo. Não, eu não queria reacordar o meu primeiro amor, o primeiro amor é o mais intenso e imortal de todos. Eu não podia perdê-lo mais uma vez. Mas era impossível não lembrar como era viver sem ele, então antes de desligar o telefone, tive quase a certeza que ele também estava com os olhos cheios de lágrimas, os meus já tinha esvaziados e enchido novamente. Ele também estava vendendo seu apartamento, num lugar ótimo. Lindo, fresco e próximo a minha faculdade, o que ideal para mim, que queria fazer amigos, e ter menos trabalho para chegar à faculdade. Fora que para meu estágio como Editor me consumia muito tempo, então seria mais uma grande economia para mim e teria mais tempo para quem sabe me divertir de maneira liberal. Era a desculpa perfeita para ver meu antigo amor e meu novo apartamento, marcado a hora do encontro, desligamos.
A minha renda não era tão grande, mas a meu pai tinha dinheiro. Ele era Juiz e ficou muito revoltado quando não quis seguir sua carreira e meus outros três irmãos também, então ele não tinha muita paciência para diálogos grandes comigo, então se eu pedisse algo, por mais caro que parecesse, ele me daria, só para eu sair de seu escritório e deixa-lo em paz. Minha mãe tinha viajado, para cuidar de uns negócios pessoais, e a nova esposa do papai que tinha quase a minha idade a provocava muito, tenho quase certeza que minha mãe era uma cinquentona depressiva e revoltada que gastava do dinheiro do meu pai, para sentir melhor, e nada como ir para Paris. Conseguido o dinheiro para meu novo apartamento logo na manhã seguinte, disse para meu pai que alugaria meu antigo, assim não tendo que pedir mais dinheiro para ele, se não fosse parecer paranoica, senti meu pai me dar um suspiro de alivio. Tinha marcado com o Arthur as 10hrs, ao chegar ao seu apartamento, meu coração acelerou. Ele estava de regata branca, shorts e chinelo de dedo, o cabelo bagunçado, com uma xícara de chá na mão, abriu um sorriso enorme a meu ver, e num gesto inusitado o abracei tão forte, que quase senti nossos corpos se unirem e formarem um só. Conversamos por horas, já que tinha faltado à faculdade e hoje não tinha estágio. Depois de tudo resolvi, ele voltou a me lembrar que ia voltar para o EUA, que iria para Curitiba no outro dia, para se despedir da irmã.
A sala dele era bastante confortável tinha dois sofás um de frente para o outro, e ele estava sentado a minha frente. Ele tinha um sorriso tão branco, e uma mania linda de morder os lábios de vez em quando, algo que por hora me fazia pensar em como eu queria beija-lo. E mesmo que pareça maldoso, as vezes sua voz sumia para da voz ao meu pensamento louco de ir até ele e beija-lo, não tinha perguntado muito da noite passada e não sabia ao certo se eu estava realmente solteira e como eu já tinha dado um fora nele, acho que ele não teria coragem de chegar em mim novamente. Mas a nova Ana, que eu estava querendo ser, desceu do sofá e deu duas joelhas no chão que a levou até entre as pernas dele. Olhei fixamente em seus olhos, passei a língua nos lábios, e fiquei de joelhos na sua frente, altura suficiente para alcançar seus lábios, o beijei intensamente, como se aquele fosse a ultima vez que faria isso de novo, e logo ele se rendeu. Depois de vários beijos demorados, ele tinha me puxado para mais próximo ao seu corpo, pois as mãos em meus ombros e abaixou as alças da minha blusa...
Abri os olhos e já eram 15hrs, estávamos no chão da sala, ele parecia um anjo dormindo. Seria bom me apaixonar por ele novamente, arrumar minhas malas e ir embora do país, mas precisava voltar à realidade, tinha acabado de comprar seu apartamento e daqui a seis horas, eu o veria mais. Mas a gente não manda no coração, infelizmente não me apaixonei. Não senti borboletas ou se quer tristeza por ele está indo. Fui até a cozinha e procurei algo para comer, a fome pós-sexo me consumia, e eu acho que mexer na geladeira do meu primeiro amor, depois de ter acabado de transar com ele, não seria invasão de privacidade ou falta de educação, abri uma lata de coca e esquentei um pedaço de pizza, sentei de frente para o balcão e vi as ligações perdidas, eu não sei por qual motivo idiota o Felipe me ligou, aliás, porque ele continua tentando falar comigo depois de três ligações perdidas e várias mensagens que não fiz muita questão de ler, marquei e exclui todas de uma vez. Se que o certo é sentar e conversar, mas depois do que eu vi, precisava realmente ser errada, não ia falar com ele agora, ou depois. O que eu vi foi suficiente para dispensar explicações.
Sinopse: Nessa história, iremos conhecer Ana Clara, Marcos e Patricia como personagens principais, eles vivem em mundos diferentes, porém só ótimos amigos. Ana Clara é uma jovem de 20 anos, que foi acaba de ir morar sozinha, e faz faculdade de jornalismo na mesma turma de Marcos; É uma história como muitos personagens, e uma história tão próxima a realidade que pode ser chamada de história real.
Nada é exatamente da forma que parece ser.
Ele me puxou pelo braço, tão forte que não soube se ele queria me machucar ou estava desesperado pela minha decisão, eu sou assim, depois de decidida não costumo voltar atrás. Então ele puxava e gritava meu nome, já fazia 5 minutos que ele estava nessa guerra de braço com a verdade que eu vi, e coma verdade que ele imaginara. Começou a chover, no mais clichê das cenas, e ali embaixo da chuva, numa guerra que não teria vitória no final, terminava mais um casal, igual aos demais, por mais que na pratica pareciam ser diferentes “perfeitos um para o outro” acabava tudo, e daquilo tudo que vivemos por ironia do destino as lembranças boas, já não me fariam sorrir, e as más que eu acabei de presenciar, seriam motivo de toda a minha raiva que com o passar dos dias, se tornaria pena e uma hora deixaria de existir, eu sou assim. Liberta.
A trinta e cinco minutos atrás, estacionei meu carro em frente ao Levour, estava com uma camisa branca simples, calça e sapatilhas, fazia muito frio, só tinha passado uma Base leve, e blush laranja, para dar um ar saudável, um batom cor de boca, já que no frio, meus lábios costumavam a ficar roxos. Um coque com fios soltos, e um brinco de perola, estava bem simples, porém, daria para entrar no Levour, tranquilamente, desci do carro e bati a porta, e andei rápido, não costumo comer no Levour, já que o prato era gigante, mas dava para contar os grãos de comida que estavam no prato, e apesar de ser magra, e baixa eu como bastante, digamos que muito dizem que eu sou magra de ruim. Ao passar pela porta o procurei, ele estava no lado direito, próximo a uma janela enorme, que tinha uma vista linda de frente para o mar, sorri tão feliz em o ver. Esse foi um daqueles encontros do destino, ainda estava na edição da revista, quando Arthur me ligou, nunca imaginei que fosse me reencontrar com meu primeiro namorado de verdade, ele estava com 22 anos, e tinha mudado realmente, estava forte, e alto e suas espinhas tinham sumido, o cabelo bem curto, porém bagunçado, havia deixado de lado a mania de usar blusas xadrez, estava com uma calça jeans levemente apertada, blusa preta que marcava muito bem seu corpo, e um blazer azul escuro, seu rosto, diferente do de Felipe, tinha expressões leve, seu sorriso era tão branco, que parecia que ele tinha acabado de sair do dentista, em outras palavras, ele tinha ficado lindo. Foi uma grande surpresa receber sua ligação hoje, me convidando para esse jantar, não reconheci sua voz quando ele disse: “Ana, Ana Clara?”. Sinceramente, ele teve que me dizer que era o Arthur, que tinha acabado de voltar da sua viagem de volta ao mundo, que iniciou aos 17 anos, ao terminar o ensino médio, e sem me esquecer de mencionar, quando ele me deixou, com o coração partido... Passei por uma fase de revolta com o amor, achei que fosse morrer sem ele, mas isso passou com o tempo. Hoje eu estava com 20 anos, tenho meu próprio apto, mas meu namorado e eu dividimos o mesmo teto.
Sentei-me a mesa, e dei um sorriso para Arthur. – Meu Deus como você está diferente, pensei que nunca mais iria te ver. Pisquei os olhos devagar, e sorri sem mostrar os dentes.
– Diferente? Só isso que tem a me dizer depois de cinco anos sem me ver, pensei que iria falar pelo menos, dizer que estava com saudade dos meus beijos.
Arthur sorriu de um canto ao outro, e eu pude um olhar quase maldoso.
– Ah que isso Arthur, eu era apenas uma criança, foram tempos bons, que não voltam mais, coisa de adolescente.
Arthur colocou um dos cotovelos na mesa, apoiando o queixo, com um sorriso tão feliz, tão lindo, fazia tempo que ninguém ficava tão feliz com a minha presença. Por me ver. Já que Felipe e eu só falávamos de trabalho, nós estávamos apenas há um ano juntos, e já não tínhamos mais aquele encanto, parecíamos casados, presos num casamento monótomo. Mas eu o amava, ele era muito especial para mim, e com o passar do tempo, Felipe se tornava mais e mais especial, eu confiava demais nele.
– Sinto muito, eu já sei que você não está solteira, e a minha intenção não era te constranger, eu só estou muito feliz em te ver, eu estava realmente com saudade. Todos só falam de você, desde quando cheguei ao Brasil, precisava ver você.
Senti que ele realmente estava querendo quebrar o gelo entre nós.
– Que isso Arthur, não precisa se desculpar de nada, você sabe que sempre foi muito difícil para eu ficar envergonha – Suspirei ao me lembrar de Felipe, eu tinha que avisa-lo que não chegaria a tempo de jantar com ele, já tinha ligado umas dez vezes para casa e nada dele me atender, estranho, porque ele sempre chega em casa antes de mim. Tentei no celular, mas nada, então deixei uma mensagem de voz, o avisando que estaria no Levour, com um amigo de infância, mas até agora nada. E já eram 20 da noite – Mas não querendo te engrandecer, você sempre teve esse dom. – Completei.
– Eu tinha vários dons sobre você, eu era o melhor, mas confesso que ando meio enferrujado, andei vacilando um pouco contigo, teria que aprender novamente. – Arthur falou olhando em meus olhos, com um sorriso de canto a canto. Quando der repente Felipe entra pela porta do Levour, coçou a nuca, estava tão bem vestido, estava num chique e despojado, e o cabelo levemente arrepiado, tinha feito a barba, Felipe tinha um jeito mascaro, que parecia ser mais velho que Arthur, tinha porte de homem e uma cara de malvado, mas era só a cara mesmo. Ele era super-romântico. – Eu sorri, pois seu gesto parecia estar a procura de alguém, ele ficou ali parado na entrada, deve ter recebi meu recado e resolveu me fazer uma surpresa.
Ele olhou no relógio, que me foi estranho, pois, não tínhamos marcado hora. Felipe olhou para trás, e abriu um sorriso, tão grande, e feliz, eu não podia ouvi-lo, mas ele com certeza disse: “Ei amor”, e a deu um beijo, uma loira de cabelo quase branco e vestido vermelho, e maquiagem impecável, em um salto tão alto, que me pareceu exagerado para uma quarta a noite. Depois do beijo apaixonado, que pareceu durar horas, senti uma dor na garganta, que crio que seja apelidado por nós como “nó na garganta”, senti um desgosto, um nojo. Não daria escândalo ali, no Levour, um restaurante, chique e claro, cheio de gente nojenta, que se acham a alta sociedade do Rio de Janeiro. Levantei da mesa, pegando minhas coisas, sem me despedir de Arthur, que ficou ali sentado sem entender nada, ele levantou para vir atrás de mim, mas tinha que pagar a conta antes, então cheguei até o recepcionista, e joguei meus braços no balcão, mordi meu lábio inferior com tanta força, que pude sentir uma dor prazerosa. Joguei minha cabeça para o lado, então o recepcionista disse – Posso ajuda-la senhora?
Respirei fundo e, decidida acabar com isso tudo de uma vez, eu estava magoada, e apesar de ter os olhos cheios de lágrimas, consegui responder claramente – Não, eu estava com esse senhor, mas já estou indo para casa sozinha, esvaziar meu apartamento do lixo que lá se encontra. Sorri e dei boa noite. Felipe fica boquiaberto a me ver, ele não acreditava que eu estava bem ali. Então sai, sai do Levour de encontro ao meu carro, estava caindo muitos raios, e já ventava forte. Felipe veio correndo atrás de mim no estacionamento, eu chorava muito. Como ele pode ter feito isso comigo? Como eu podia confiar nesse cara? Eu estava mais desapontada comigo do que com ele... Eu não podia ter deixado ninguém me magoar novamente.
Aqui estamos depois de trinta a cinco minutos.
Dei um grito – Felipe. Me. Salta. Falei cada palavra pausadamente. – Você tem que me escutar, não é o que você está pensando, por favor, me deixa explicar. Respirei, e contei até dez na minha mente, para não dar uma tapa na cara dele – Por favor, eu tenho nojo de você. Felipe me olhou com os olhos cheios de lágrimas – Não você não tem você me ama, eu te amo, a gente vai superar isso. Dei uma risada, que mais era irônica do que de humor – Por favor, garoto, tuas coisas vão estar na recepção do condomínio, e deixando claro, não ouse em bater na minha porta, não temos mais nada para conversar. – Você não entendeu me desculpe, por favor. Olhei tão penetrante, que pude sentir minha raiva sendo enviada telepaticamente para ele – Por favor, Felipe, se o Arhtur, não tivesse me convidado para jantar hoje, e eu não tivesse te pego no flagra com uma loira gostosa, que parece que saiu de um filme pornô, você nunca me contaria desse seu caso. Completei a frase já dentro do meu carro – Nenhum sentimento supera isso, tente me entender. Acelerei na direção de saída do estacionamento.
Quando uma coisa está no começo tudo tende a dar certo, somos perfeitos e fazemos tudo com entusiasmo.
Eu não deixei a crise do meio acabar com o meu. Eu continuei fazendo por onde da certo, sempre dando tudo de mim. Acostumada com os finais felizes dos meus contos preferidos, nunca achei que o fim seria tão doloroso. Você estava naquela fase de brincar com o coração de quem gostava realmente de você e eu com meus princípios tontos que o tempo provavelmente irá levar. Foi inevitável não chorar. Foi impossível não acreditar que uns dias depois você me ligaria para dizer que estava arrependido. Sabe aqueles pensamentos que talvez eu teria se eu tivesse te feito chorar. Ou ouvindo a sua voz mudar. Mas nem sempre porque somos bons as pessoas serão boas com nós também.
Eu fiz meus planos, ficar no sofá assistindo filmes românticos me entregar sozinha ao arrependimento. Mas na hora que eu menos esperei descobri a força que existia em mim, como se tudo tivesse cicatrizado sem eu ao menos ter tido tempo de sentir a dor. Fechei minha cabeça para novos sonhos e sai por ai para realizar meus antigos, aqueles de quando a gente tem 12 anos e acha que quando tiver 18 vamos fazer.
Sai por ai procurando novas bases para meu novo eu, fazendo planos. Mas não sonhando. Cansei de tentar viver histórias escritas ou escrever histórias para meus personagens. Comecei a escrever a minha própria história. Com o tempo o que era tão presente, virou uma lembrança, lembrança ou um aviso: “Não foi você que errou”
Abri e fechei os olhos, andei delicadamente; distraída nem o vi, talvez o dono dos meus desejos, contornei toda aquela festa, mas meu coração só mandava me dirigir para um lugar.
Peguei um copo de bebida e certamente olhei para a direção certa. Misterioso, e pouca coisa disse simplesmente me deu a mão e me levou para o melhor lugar, qualquer um lugar naquele momento seria bom pelo simples fato de está com ele. Certamente aquela não era uma história de amor começando, soava diferente. Mas quem sou eu para falar de amor, já amei? Amei aquele momento.
Fechei os olhos e deixe seus movimentos me levarem a meditar, esqueci do resto do mundo. Eu ficaria horas ali, só para prolongar as melhores sensações. Tudo conspirava ao nosso favor, o som que vinha no fundo parecia ser especialmente para nós.
A liberdade dos seus beijos me fizeram enlouquecer e como se soubesse que o mundo poderia girar várias vezes que eu estaria ali esperando novamente pela sensação de liberdade. Sem me sufocar, sem me prender...
A única certeza que tenho sobre o amor é que por mais que amamos e queremos proteger, temos que deixar a pessoa livre para fazer o que quiser. Essa super proteção, esse ciúme de tudo que se aproxima esse medo da pessoa ir embora não passa da certeza que você não é seguro. Na verdade temos que deixar as mãos abertas, se a pessoa ficar, ela te ama. E se você confia você a ama.
Notei que tinha medo dos movimentos, de ficar aquele dia sem saber o que você estava fazendo. Percebi que não era eu, tão segura de mim; tão insegura agora. A capacidade de me fazer mal, sofrer que você tinha era tão grande. Já não vivia mas as felicidades, estava lembrando delas, aquelas bem antigas do começo. O que eu ainda queria sugar das minhas forças para continuar aceitando algumas coisas? Mas decidi parar e continuar sozinha, ao menos tentar.
Para quem pensou que iria começar mais uma vez aquela velha história de chorar, chorar. É percebi que é muito mais fácil fingir que os problemas não existem até que um dia eles desistam de existir do que ficar tentando soluções que não funcionam. É simples, existem problemas que as soluções são impossíveis. E que não vai dá em nada tentar solucioná-los. Vai ser sempre assim. Já to preparada para o que vai acontecer daqui para frente e as surpresas são inevitáveis. Não vai parar de cair raios, porque eu tenho medo. Vou lidar com eles e tentar me proteger. É tudo tão claro e reluzente, quando saímos do nosso campo de proteção contra o mundo. Devemos passar mais horas vivendo ao invés de sonhar. Nem sempre ficar no mundo mágico onde nossos desejos se realizam sempre que é possível é legal. Quero realizá-los de verdade ao invés de ficar me escondendo sempre que a onda fica grande demais. Tudo é perigoso demais, mas existe a fé demais para escapar do mundo do pânico. Se ficar parada esperando as coisas nunca vou vive-las. Cansei de esperar, quero vivenciar. Tudo que era brincadeira deixou de ser ilusão para mim, acordei eu sei que doeu, como doeu. Mas para que chorar? Para que lutar? Á coisas que são melhor deixar para lá, nem sempre a história mágica vence. Às vezes aparece pessoas de mentira, nos entregamos na hora errada, para pessoas erradas e prometemos nunca mais fazer o mesmo. Mas sempre que nos levantamos acontece de uma forma diferente até que um dia algo real realmente acontece. Você não precisa de muita experiência para saber que é o certo. Eu só sei já passamos da idade de ficar nos iludimos o tempo todo.
Não sinto ódio, pena, amor, afeto ou qualquer sentimento. Nem raiva, as lembranças já não me trazem sensação nenhuma é como se fosse mais um dos meus sonhos com pessoas que não existem e quando acordo já não posso lembrar o rosto dela. É sempre a mesma parte do corpo. O sorriso, o olhar. Tanto faz, só aquilo. Talvez nem isso chegasses assim, o tamanho da ferida que causaste em meus pensamentos já não me traz dor mais.
Penso em tudo que posso viver deixando de me lamentar e não vejo a hora de começar. Não me de tranquilidade, eu quero a confusão dos meus melhores amigos brigando para decidir para qual lugar vamos ir no sábado a noite. Quero a paz que meu grande e querido alguma coisa incerta me proporciona. Quero beijos perdidos sim aqueles que a gente dá e depois nunca mais repete. Quero dançar e soltar tudo que eu vinha prendendo. Quero viver o verdadeiro amor. Dos meus familiares, meus amigos e curtir o que eu tenho de melhor e conquistar o coração da pessoa mais importante para mim. Eu mesmo.
“Ao seu lado viro criança, rio atôa me vem felicidades que nem lembrava como sentia.
Ao seu lado me sinto boba, louca. Sobre seu olhar me sinto hipnotizada, e esqueço a história da menina ignorada que sempre fui.
Tenho esperança que um dia meu sentimento cresça e junto a ele eu amadureça, porque sinceramente é essa segurança que você me passa.
Sobre seu olhar me sinto sem graça, pouca arrumada, linda, apaixonada…
Tenho uma noticia boa, não te acho perfeito, conheço todos os seus defeitos, mas até eles me fazem pirar a cabeça, dormi para matar a saudade, ligar pra ouvir sua voz, acordar mais cedo para dizer bom dia, te abraçar bem forte para seu cheiro ficar em mim.
Quero te mandar emails e mensagens, mas os textos mais sinceros com tudo que eu sinto na verdade eu escondo no meu diário.
Com seu beijo enlouqueço, seu abraço estremeço, seu olhar me derrete, seu toque me apaixona. E para você até faço rimas sem nexos, só para explicar que pela primeira vez senti amor.”
“Hoje eu não estou bem sabe. Não, não é nenhum problema, eu só estou refém, refém dos meus pensamentos, dos sentimentos sem sentindo, de você nos meus sonhos. Dos desejos não precisos, dos dias sem sol. Das frases curtas, não consigo mais sorrir.
É eu sei me avisaram, mil vezes falaram: “Cuidado com o amor não sentido, pois ele é dolorido, não o trate como um jogo de guerra onde se pode recomeçar para tentar vencer no fim”, mas eu queria tentar só mais uma vez, eu sei poderia não dar certo, mas se desse? Quem sabe tentar a sorte, eu não ligo se essa porra não for um jogo, de qualquer forma não vou ficar bem com quem eu não amo, vai me machucar, tentar esquecer quem eu amo vai me machucar; e por mais que você me machuque no fim, eu vou te amar e você vai me amar no percurso e a sensação é de que a nossa história será eterna.”
“Minha cabeça ta confusa e depois de tudo que aconteceu comigo, acho mesmo que não aprendi a lição que me foi dada, nem sei na verdade o que ela quis dizer, se foi para eu parar de me apaixonar, parar de amar tudo que me faz bem, eu não quero aprender, entender.
Hoje é sábado, eu deveria mesmo estar por ai, me jogando na imensidão sem fim do mundo, mas estou aqui pensando no meu futuro, não sou uma jovem normal, os que já tiveram a minha idade dizem que irei me arrepender, mas acho que seria incapaz de me arrepender de tudo que fiz, e espero cumprir a minha missão, realizar de coração meus desejos, eu preciso mesmo disso para ser feliz, aliás, para completar a essa enorme felicidade que eu sinto todos os dias.
Eu fico realmente muito, muito feliz em poder sentir isso e achar que você é o certo, eu sei que virão vários outros “caras” que eu talvez ache que seja o meu certo, o meu porto seguro, mas esse momento é seu, aproveite enquanto é tempo roube meu coração e leve contigo seja para onde for. Que venha mais felicidade acompanhada de tudo que a motiva, seja o amor, saúde, prosperidade, fidelidade, amizade, lealdade, família, religiosidade, fé. Eu quero ser completa e no momento o que mais me completa é você, seu sorriso, seu cheiro que gruda na roupa depois de um abraço apertado, sua sinceridade, a saudade que eu sinto quando você não vem. Sinceramente eu sou menina de tudo, e falta muito para eu me sentir madura e ser menina não é ruim, eu gosto mesmo da sensação gostosa do gloss. de cereja em meus lábios, de tênis e short, a franja tapando toda a minha visão, das opiniões mudando em cada conversa.
De amanhecer no lugar mais simples e achar que ganhei o mundo, de querer ter uma festa de arromba e chamar toda a galera legal, os de tribos diferentes, de ser “famosa” entre amigos, de ser inteligente, de saber o que querer, de amar verdade e conseqüência e rezar para conseqüência ser você, de ficar admirando foto no MSN de pessoas que talvez daqui a alguns anos nem lembre o nome. De repetir todos os anos a mesma frase: “Esse carnaval foi o melhor da minha vida”. Crescer internamente e aprender que a vida segue e os conceitos mudam. Ver filme grudadinho, chorar, rir, cantar, assistir, emocionar, amar, odiar; tudo isso só para dizer I LOVE PIPOCA ♥.”
É incrível como só agora percebo que a maioria das coisas que eu perdi na vida, foi por medo. Esse sim é o grande vilão da minha história; ou vilã se eu pensar que a grande culpada sou eu, a sem coragem, de fazer as coisas certas. Porque é como ele me diz, não adianta fazer vídeo e nem escrever um romance inspirado em mim, o que eu quero é isso, não é impossível de você me dar, mas do que adianta meu caro amigo. Eu sempre faço tudo errado e como diz a música “você me conhece...” eu sempre vou ser assim, ninguém me muda, ninguém tira meu medo e você teme começar o inferno novamente... Daí se entrega se entregou diversas vezes para outros corpos, outras mentes e outros corações dos quais a coragem é forte, mas o amor, meu amor, não chega aos pés do meu. Mas é assim, o amor é um sentimento e um sentido, não adianta fazer o amor e não acontecer ele, grandes coisas. Eu amei, sem sair do lugar, sem sair da mesma fase, e que fase. Agora choro em cima do leite derramado, uma gotinha, coisa fácil de revolver, porém, nada fiz, por medo. Daí essa gota virou uma grande onda, desmoronou muros de confiança, desmatou florestas de felicidade, fez a gente se perder um do outro. É incrível, como recentemente eu só venho lamentando isso, pois, consciência pesada. Eu me vejo sofrer mais, eu sofro por tantos motivos tortos criados por mim para fugir de ti, na verdade ninguém entende, então agora sofro sozinha, mas são todos culpa minha, mas o que martela dia e noite, noite e dia são: “Ele cresceu, ele se distanciou, aliás, eu o afastei, ele tem um alguém e vai se esquecer de mim” eu sei que você disse que nunca vai esquecer de mim, porque eu sou o grande amor da sua vida, meu amor, nunca duvidei disso, para me aguentar tanto que nem você me aguentou e aceitar meus erros, tem que me amar mesmo e assim, nem meus pais entendem.
O fim seria no momento uma libertação, como se eu abrisse a porta para alguém que eu quero muito bem, ser feliz. Seria muito egoísmo a mim mesmo, como seria te ver feliz com alguém que não fosse eu? Essa é a dor do ciúme, não é obsessão sôo lógico, eu quero ser o motivo de quase todos os seus sorrisos, de quando seu amigo contar uma piada idiota e você lembrar como eu iria ri, e achar engraçado. De quando você levantar de madrugada para comer e lembrar o quanto eu acho isso louco e sorri, de ouvir a minha música preferida e lembrar como eu correria e pularia como louca para ouvir… Sei lá eu poderia inventar mil e um motivos para te fazer sorrir. Também quero que você me ache, sim ache. Ache-me chata, louca, ciumenta, boba, linda, gorda… Na verdade eu queria que você apenas me achasse ai dentro de ti, por algum motivo, de algum modo que não fosse indiferente aos demais. Quero que você me lembre assim bem fácil, você viu na TV, leu na internet, ouviu alguém falando algo que te fez ver meu nome em sua mente, apenas um motivo básico para me fazer uma ligação.
Só preciso de um lugar para me abrigar, seus braços seriam perfeitos, estou ficando cansada de tanto lutar contra a algo que se torna cada vez maior que a minha vontade de te deixar. Então, eu penso que não seria demais pedir um minuto do seu raro momento para ouvir as minhas juras de amor, por mais bobinhas, por mais que elas não fizessem você sentir o mínimo de sentimento, seria demais me desculpar, pois está escrito entre linhas todo o arrependimento que eu sinto por tudo, até das coisas que eu deixei de fazer. Ao mesmo tempo em que acho certo tirar você
Eu não sei se esse é o fim. Acho que não sei me imaginar sem você. Ou sem até mesmo histórias de amor mal contadas, não sei viver sem apreensão de esperar uma ligação dele, ou esperar que como um passe de mágica a fase boa volte, não sei se seriamos como antes, talvez eu só precisasse de mais uma chance, ou não, eu precisasse prosseguir, ou até mesmo continuar parada no mesmo lugar, e essa confusão toda que me impede de dar o próximo passo. Então é assim que eu termino esse capitulo, termino como está agora, talvez esperando um final feliz, seja ele qual for.”
“O motivo é sempre mesmo, eu não consigo, não esqueço, eu sei que não mereço somente prazer, mas eu te conheço, tu sabe que com você enlouqueço. Chega de rima e vamos ao um novo começo, e definitivamente esquecer todos os outros finais. Agora vai ser diferente, não vamos bater de frente já não somos adolescentes e merecemos mais.
Eu te quero nu, eu te quero aqui, eu te quero rápido, demorado em novas posições e nas antigas experientes, eu te quero frente a frente, para selar nosso relacionamento com um beijo demorado. Quero-te na minha cama, varanda, sala. Quero-te feliz e felicidade é impossível sem mim. Quero-te de 4 e 69, impossível decifrar, te quero logo, agora, aqui… Não nasci para viver sem ti, a história não termina te quero com todas as rimas, ridículas escritas por mim.”
"Por mim a história terminava aqui, ou terminaria a um ano atrás quando certas brincadeiras pararam de ter graça… Eu não paro de suspirar, eu não paro de tentar me entender, minha cabeça ta confusa, eu achei que para sentir certos sentimentos, eles precisavam ter um despertar legal, quem sabe uma história de amor como essa que eu vou contar e eu queria que fosse a nossa, que não tem nada haver com a nossa realidade."
Estavam numa festa, Gabriel e Carla, Carla era uma menina meiga e tímida que qualquer “oi” a deixava com vergonha, simples de aparência, cabelos longos, alta e curvada. Gabriel era um menino simpático, rodeado de amigos, de boa aparência. Os dois foram a festa com objetivos diferentes, Carla querendo livrar-se da timidez, conhecer pessoas legais e talvez mudar a mesmice que sua vida se encontrava; Gabriel, queria encontrar amigos que já não via, e talvez beber, talvez dançar. Gabriel estava em um momento muito complicado da sua vida, ele queria algo que não sabia explicar, talvez ele precisasse mudar sua maneira de ser, sempre foi tão simpático com todos, sempre teve tantas pessoas ao seu redor, ele tava precisando saber quem era de verdade, e talvez seus lábios estivessem cansados de tanto sorrir. Gabriel senta-se numa cadeira que se encontrava do lado de fora da festa, na beira de uma piscina e lá ficava olhando para o vento que movia as arvores, e para estrelas unidas no céu, e tentava fugir de toda aquela agitação. Carla diferente queria chamar atenção, sempre foi à menina que ninguém ia lembrar na escola, não era boa aluna, mas também não era a pior. Não era feia, mas também não era a mais bonita. Carla era na verdade a discrição e enigma, os poucos amigos que tinham, não era próximos, não saiam juntos, não dormiam juntos. Carla era tão pacata que poucos meninos ela tinha beijado.Ela tinha seus momentos, que quando perdia a vergonha, falava por horas sem parar, ria e tinha uma risada bem engraçada, não era perfeita e nem usava as roupas que todas as meninas queriam usar, ouvia Legião urbana e Forfun. Carla ria de coisas idiotas e não entendia piadas sacanas. Ela estava na fase de que agora era mulher, com fragmentos de meninas. Era mulher para, colocar um vestido preto tubinho, com uma sandália extremamente alta; era menina em seu sorriso meigo e desvio de olhar. Ao chegar a festa, ela tinha um desafio, talvez perder todo o medo de fazer novas amizades e tirar a terrível sensação de que todos estavam olhando… Carla não conseguiu, ao chegar na festa todos a olharam, não porque ela tinha mudado o cabelo, ou colocado uma roupa diferente, porque pela primeira vez ela chegou com os ombros certos e levantados. Mais atitude, todos a olhavam e Carla ia entrando em desespero, tava com vontade de sair dali correndo e respirar ar puro (que para ela, ela o ar que ninguém respirasse a sua volta, Carla queria estar sozinha); mal ela sabia que todos estavam admirando a sua beleza diferente… Chegou mais perto da mesa e pegou uma cerveja, Carla queria ser o que não era, e então um garoto do qual não se sabe de onde surgiu se aproximou e ao pé do seu ouvido falou: - Você tão linda assim, está realmente sozinha? – Carla suspira – Não! Quer dizer… Sim. – Você quer conversar? – Oi? – Gata você quer conversar? – Desculpa, não ouço o que você diz. – Aceita um cigarro? – Carla acende e o fuma. Sem nunca ter colocado se quer um cigarro na boca, sugou a fumaça e sentiu-se meio tonta, e escorando nas paredes foi até a área externa da festa… Ao chegar Carla encostou-se à parede e chorou naquele momento ela nem sabia o motivo por estar chorando, não sabia se era de tristeza ou de desespero.
Gabriel estava pensando no que ele estava fazendo ali, não estava com vontade de ir, ri e nem de conversar com ninguém, na verdade ele tava cansado demais de todas aquelas pessoas. Carla parou de chorar e depois de ter respirado bastante, ficou na porta (que era uma porta de vidro que dava direto para piscina) e vendo todos os garotos dançando, bebendo e fumando. Dançando músicas com bases remixadas fora do ritmo, e com letras americanas. Também não entendia o que estava fazendo ali, na verdade o objetivo dela nunca foi ter mais uma decepção idiota ou esperar por algo que só via em filmes de romances. Então virou de costas e sentou na beira de piscina com os pés dentro da água, e ao balançar os pés, lembrava de coisas que fazia quando tinha 15 anos, e do que sua melhor amiga na época diria para ela: “Desse jeito, você não vai ficar com ninguém, você tem que viver Carla, quando você tiver 30 anos, vai querer voltar no tempo e fazer tudo que não fez e não vai ser possível hein, só se você fizeres o pó, virar pirim pim pim”… Gabriel ouviu a água da piscina balançando e ao olhar para trás se deparou com Carla, rindo sozinha, sentada ali como se tivesse fugindo do mesmo medo que ele e a olhar seu sorriso o coração dele pulsou, seu corpo esfriou e esquentou; suas mãos soaram e Gabriel como não era tímido foi se aproximando, e Carla o viu, e fingiu que não tava o vendo, mas Gabriel sabia que na verdade ela tinha o visto, mas seu rosto tinha congelado no sorriso constante que o fazia querer sorrir e Carla sem saber já era o motivo do sorriso de alguém, Gabriel tirou seu tênis e jogou para trás e sentou ao lado de Carla e junto a ela colou seus pés na água, e a perguntou: - Você também ta olhando as estrelas? – Ela sorri. Na verdade ela não sabia o que falaria, sua garganta tava seca e suas pernas tremulas, era uma sensação ruim, o coração não batia em um só compasso, batia rápido, forte, devagar e parava ao som da sua voz. Então permaneceu em silêncio. Gabriel insistiu em falar: – Sabe. Eu nunca vi um sorriso tão lindo quanto o seu, tão sincero e daria um beijo nele se você me contasse o motivo dele e o motivo do meu, nada mais é do que ele… Carla então sussurrou algo que mal dava para ouvir ( Carla havia falado que o motivo da graça era ela), não se entendia o que ela dizia e Gabriel então resolveu que deveria ficar quieto, e os dois ali ficaram já não estavam entendendo o que faziam ali, por hora vinha certeza que era loucura ficar ali com uma pessoa do qual nem se quer sabia o nome, e por outra vinha a certeza de que ali estava a coisa que sempre se procuro. Um sorriso lindo, e um interesse encantador por decifrar histórias pessoais, das quais nenhuma outra pessoa havia jamais se interessado.
– Eu na verdade ria de mim mesma, eu tenho essa mania. – Disse Carla.
– Por que você riria de você? – Disse Gabriel.
– Sempre quis crescer para fazer coisas óbvias, sempre quis trabalhar, fazer faculdade, morar sozinha em um apartamento pintado da minha cor favorita com móveis velhos e geladeira vermelha. Hoje em dia eu tenho todo o material, mas o sentimental que queria adquirir com isso não eu não consegui; talvez eu precisasse ser criança novamente…
– Talvez se você voltasse no tempo, faria tudo da mesma forma.
– Não se eu tivesse a consciência das coisas, que eu tenho agora.
– Talvez você ainda não tenha descoberto sua essência. A vida sempre nos trás a, caminhos desconhecidos, mas a vida é desconhecida e extinta, nem toda história tem o mesmo caminho, nem todo romance é igual, nem toda a história policial tem o mesmo crime… Às vezes pode ser cruzada, com histórias iguais e lógicas diferentes, talvez alguém “desejaria” ser você, talvez alguém “desejaria” ser eu… A verdade é que temos que nos descobrir sozinhos sem pensar em descobertas.
Gabriel pegou nas mãos de Carla e as sentiu quente, e Carla então pensava – É como se fossemos o oposto de tudo, eu tão quente, ele tão frio, tão calmo. Carla suspirava e pensava no que Gabriel tinha dito, cada palavra seria melhor entendia se ela houvesse a escrito, então lembrou que ele poderia pedir o número do telefone dela (Carla jamais ofereceria para ele), talvez para trocarem mensagem. Carla mal havia terminado a conversa ali e já imagina ele mandando sms desejando bom dia. Gabriel se sentia em paz ali, nunca tinha acontecido isso com ele antes, foi tão rápido, um golpe do destino talvez, ele tava tão fugitivo dessas coisas todas, até preferia tratar com certo desprezo as meninas que se aproximavam dele, mal sabia elas que Gabriel era assim porque jamais havia experimentado o amor e suas mãos foram esquentando, assim como todos os sentimentos e derretendo o gelo que se encontrava o coração. E tudo começou ali, com conversas intermináveis, nem ligando para festa que estava lá dentro; a noite terminou com troca de telefones, olhares e sorrisos. Carla estava em estase. Gabriel apaixonado. Gabriel ligou para Carla e foram ao cinema, mal viram o filme, mas acharam super interessante o final. E por semanas foi assim.”
Estamos no estágio cinco, como viemos parar aqui, não sei... A ultima lembrança que tenho é da gente fazendo planos para queimar a torrada num café da manhã, sair para o trabalho bem cedo para garantir nosso futuro feliz junto. É incrível como a gente conseguiu da um nó no destino, pois, bem vejamos, o destino nos uniu, ele nos amarrou um no outro com um elástico super potente, a gente corre para todos os lados, tenta desatar os nossos laços, mas sempre que nos distanciamos demais o elástico do destino nos bate um contra o outro, daí dói tudo, dói consciência, dói cabeça... Medo. E o que nós fizermos? Transformamos o futuro em lembrança e o passado em desejo, como eu queria voltar a fazer o presente com você... É como eu sempre penso futuro e passado não enche barriga, um não volta e o outro pode nem chegar, mas cá estamos nós, aliás, aqui estou eu, ai tá você, quando eu chego você corre, e vice e versa, talvez seja esse tal de amor que nos dá tanto medo, afinal de contas, como é sufocante esse sentimento.
A cada dia sentada no sofá da sala vendo filmes que nos lembra, eu penso: “Se nos amamos tanto, porque não estamos juntos, afinal de contas?” Mas o destino é brincalhão, um grande fanfarrão, ele desenha curvas com abismos, ele cria miragem, ele acrescenta novos personagens, ele salga o sentimento... Mas o que tem que ser, ele não desmancha, ele fortalece, as vezes deixa escondido em baixo de um grande tapete, mas que existe, existe. Porque meu bem, o telefone fica sempre por perto na esperança de uma chamada dele, o facebook e outras redes, sempre conectados para que ele possa notar que apesar de não ir falar com ele, quero muito que ele venha falar comigo. Mas sabe-se lá, se ele não está na espera de uma atitude minha, eu não... Rede social é o caralho, para mim seria mais fácil bater na porta dele e dizer tudo que eu sinto olhando em seus olhos e esperar um sorriso ou uma cara de assustado, e uma cara de surpreso e milhões de outras caras, pois bem, quero todas, meu bem, sendo sua.. Não vejo mal. Sem lágrimas, só espero que ele espere isso também, mas como ele diz: “Pensar é grátis”. Então penso nele, e em como seria perfeito rir, somente rir, rir do nosso amor, das brigas, dos nossos sonhos eróticos, das madrugadas, bêbados, dos nossos amigos tão loucos quanto, da nossa cara de pau de nos negar o que mais queremos, queremos nós. Querer não é poder? Foda-se, quem disse que não? Não sou uma pessoa que não segue regras de revistas femininas, se quero corro atrás mesmo, quebro a cara, choro com minhas amigas, mas se eu quero, eu quero e pronto. Se eu amo, eu amo mesmo e fim. Não tenho sinais meio claros, é clara ao ponto de me tornar um enigma pronto a ser decifrado, mas quem disse que eu sou qualquer jogo? Só quem sabe as regras é ele, ele me entende tanto, que numa briga é capaz de dizer o que eu quero, antes deu querer... Ele ri, porque acha engraçado ser especialista em mim, eu digo que ele não sabe de nada, mas sempre sorrio dessa parte, ele me entende tão bem, me conhece também.
Estou aqui para lhe fazer uma proposta, não precisa ser agora, não precisa ter pressa, gosto de tudo devagarzinho, bem lento, bem manso, bem calmo... Mas apesar de toda essa leseira gosto das coisas prosseguindo, acontecendo... No sexo, por exemplo, você me daria duas opções tudo de uma vez, ou bem devagarzinho. Nunca falamos de sexo abertamente, mas lhe confesso que escolheria a segunda opção, assim, poderia te sentir em mim, sem medo de me machucar no final. É parece estranho falando desse jeito, mas contigo ia ser perfeito, te garanto isso. Voltando a parte da proposta, soa ridículo, mas você nunca em hipótese alguma deixou de ser meu melhor amigo, nem com todas essas brigas ridículas, e com esse final estranho que até hoje dói em mim, você é a pessoa longe, muito longe dos vasos sanguíneos, ou das lembranças de infância, que eu mais amo e é a mais importante... Ta chato meu amor, essa fase que eu mais quero, mais preciso, não de necessidade, mas sim por vontade de você, somente de você e não ter comigo. Imagino como seria estar frente a frente de você, um menino mais baixo, de dente grande e olho chinesinho (parecido com o meu até), imagino como seria sentir sua respiração tão próxima a minha, que todo o oxigênio solto por seus lábios, entrasse em meus pulmões e me fizessem mais viva. Imagino em meio as minhas bobeiras, num abraço apertado minha mão descendo até sua bunda e apertando, sei que seria engraçado e a gente riria disso; entre outras brincadeiras, imagino nossas fotos, imagino nosso primeiro beijo, imagino aquele clima surpresa no sofá da minha casa, aquele momento meio “não estava esperando isso” que você chega com o beijo e me enfeitiça até estar no seu colo, confesso que isso seria bem fácil pra você... Imagino a gente brigando um querendo gritar mais alto que o outro, com essa nossa marra as brigas seriam criticas, mas você sabe que a nossa chave, o elemento surpresa sempre estaria na reconciliação, você lembra ontem? Eu disse para você que a minha missão é te fazer feliz, anjo, não corra disso, nem tenha medo de ser feliz sem mim, quer dizer, como sua namorada... Porque você pode me dar mil e um motivos para desistir de você, você pode fugir temer... Me esquecer e me relembrar, eu vou está sempre na esperança de uma sms, ou uma ligação no meio da madrugada. Eu vou está sempre pronta pra te amar e respeitar, na alegria e na doença, nem que seja da sua forma... É quase inaceitável seguir os conselhos de fora. Só eu e você sabemos que nada daquilo foi brincadeira, ou mentira. Mais que isso, vivemos. Por um erro meu, não estamos mais juntos. Você se arrepende de ter terminado? Eu me arrependo amargamente, todos os minutos e segundos dos meus dias, por ter permitido isso acontecer, o que seria nós, numa sexta à noite? A gente ia cair na putaria, beber, fumar, dançar e zoar juntos. Em outras formas, seríamos calmaria, seríamos vagabundos, loucos e conscientes... Conheço-te tão bem, te conheci de todas as formas, sei que seria sua parceira, pra todos os momentos e sei que você ia me deixar tranquila, que substituiria as drogas que uso pra isso. Dói eu sei que você já sabe que choro, porque a dor é muda, não avisa de onde vem, não existe remédio para ela, ela simplesmente enfraquece qualquer esperança de prosseguir. A proposta você já sabe, eu sei que sabe, entre linhas, isso só foi um pedido. Mas deixa esse sofrimento pra lá, por enquanto quero idealizar nossa vida, umedecer os lábios, deixa-los macios, para o encontro dos seus... Quero malhar, começar as minhas dietas loucas, na expectativa de ficar linda para você, quero me preparar sentimentalmente para te receber dentro de mim outra vez, quero tudo que você possa me oferecer. Quero saudade, quero briga, quero carinho, paixão... Quero tapa na cara, quero você intensamente... Sei lá, nossa história é tão grande, tão linda, complicada, que passaria horas escrevendo para ti, engolindo o choro, me sentindo louca. Mas prefiro finalizar esse pedido aqui, e deixar claro, bem claro, nítido. Que eu amo você, apesar dos apesares. Eu mereço você, e você me merece.
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