SER AMADO, CAPITULO 1
13:53Sinopse: Nessa história, iremos conhecer Ana Clara, Marcos e Patricia como personagens principais, eles vivem em mundos diferentes, porém só ótimos amigos. Ana Clara é uma jovem de 20 anos, que foi acaba de ir morar sozinha, e faz faculdade de jornalismo na mesma turma de Marcos; É uma história como muitos personagens, e uma história tão próxima a realidade que pode ser chamada de história real.
Nada é exatamente da forma que parece ser.
A trinta e cinco minutos atrás, estacionei meu carro em frente ao Levour, estava com uma camisa branca simples, calça e sapatilhas, fazia muito frio, só tinha passado uma Base leve, e blush laranja, para dar um ar saudável, um batom cor de boca, já que no frio, meus lábios costumavam a ficar roxos. Um coque com fios soltos, e um brinco de perola, estava bem simples, porém, daria para entrar no Levour, tranquilamente, desci do carro e bati a porta, e andei rápido, não costumo comer no Levour, já que o prato era gigante, mas dava para contar os grãos de comida que estavam no prato, e apesar de ser magra, e baixa eu como bastante, digamos que muito dizem que eu sou magra de ruim. Ao passar pela porta o procurei, ele estava no lado direito, próximo a uma janela enorme, que tinha uma vista linda de frente para o mar, sorri tão feliz em o ver. Esse foi um daqueles encontros do destino, ainda estava na edição da revista, quando Arthur me ligou, nunca imaginei que fosse me reencontrar com meu primeiro namorado de verdade, ele estava com 22 anos, e tinha mudado realmente, estava forte, e alto e suas espinhas tinham sumido, o cabelo bem curto, porém bagunçado, havia deixado de lado a mania de usar blusas xadrez, estava com uma calça jeans levemente apertada, blusa preta que marcava muito bem seu corpo, e um blazer azul escuro, seu rosto, diferente do de Felipe, tinha expressões leve, seu sorriso era tão branco, que parecia que ele tinha acabado de sair do dentista, em outras palavras, ele tinha ficado lindo. Foi uma grande surpresa receber sua ligação hoje, me convidando para esse jantar, não reconheci sua voz quando ele disse: “Ana, Ana Clara?”. Sinceramente, ele teve que me dizer que era o Arthur, que tinha acabado de voltar da sua viagem de volta ao mundo, que iniciou aos 17 anos, ao terminar o ensino médio, e sem me esquecer de mencionar, quando ele me deixou, com o coração partido... Passei por uma fase de revolta com o amor, achei que fosse morrer sem ele, mas isso passou com o tempo. Hoje eu estava com 20 anos, tenho meu próprio apto, mas meu namorado e eu dividimos o mesmo teto.
Sentei-me a mesa, e dei um sorriso para Arthur. – Meu Deus como você está diferente, pensei que nunca mais iria te ver. Pisquei os olhos devagar, e sorri sem mostrar os dentes.
– Diferente? Só isso que tem a me dizer depois de cinco anos sem me ver, pensei que iria falar pelo menos, dizer que estava com saudade dos meus beijos.
Arthur sorriu de um canto ao outro, e eu pude um olhar quase maldoso.
– Ah que isso Arthur, eu era apenas uma criança, foram tempos bons, que não voltam mais, coisa de adolescente.
Arthur colocou um dos cotovelos na mesa, apoiando o queixo, com um sorriso tão feliz, tão lindo, fazia tempo que ninguém ficava tão feliz com a minha presença. Por me ver. Já que Felipe e eu só falávamos de trabalho, nós estávamos apenas há um ano juntos, e já não tínhamos mais aquele encanto, parecíamos casados, presos num casamento monótomo. Mas eu o amava, ele era muito especial para mim, e com o passar do tempo, Felipe se tornava mais e mais especial, eu confiava demais nele.
– Sinto muito, eu já sei que você não está solteira, e a minha intenção não era te constranger, eu só estou muito feliz em te ver, eu estava realmente com saudade. Todos só falam de você, desde quando cheguei ao Brasil, precisava ver você.
Senti que ele realmente estava querendo quebrar o gelo entre nós.
– Que isso Arthur, não precisa se desculpar de nada, você sabe que sempre foi muito difícil para eu ficar envergonha – Suspirei ao me lembrar de Felipe, eu tinha que avisa-lo que não chegaria a tempo de jantar com ele, já tinha ligado umas dez vezes para casa e nada dele me atender, estranho, porque ele sempre chega em casa antes de mim. Tentei no celular, mas nada, então deixei uma mensagem de voz, o avisando que estaria no Levour, com um amigo de infância, mas até agora nada. E já eram 20 da noite – Mas não querendo te engrandecer, você sempre teve esse dom. – Completei.
– Eu tinha vários dons sobre você, eu era o melhor, mas confesso que ando meio enferrujado, andei vacilando um pouco contigo, teria que aprender novamente. – Arthur falou olhando em meus olhos, com um sorriso de canto a canto. Quando der repente Felipe entra pela porta do Levour, coçou a nuca, estava tão bem vestido, estava num chique e despojado, e o cabelo levemente arrepiado, tinha feito a barba, Felipe tinha um jeito mascaro, que parecia ser mais velho que Arthur, tinha porte de homem e uma cara de malvado, mas era só a cara mesmo. Ele era super-romântico. – Eu sorri, pois seu gesto parecia estar a procura de alguém, ele ficou ali parado na entrada, deve ter recebi meu recado e resolveu me fazer uma surpresa.
Ele olhou no relógio, que me foi estranho, pois, não tínhamos marcado hora. Felipe olhou para trás, e abriu um sorriso, tão grande, e feliz, eu não podia ouvi-lo, mas ele com certeza disse: “Ei amor”, e a deu um beijo, uma loira de cabelo quase branco e vestido vermelho, e maquiagem impecável, em um salto tão alto, que me pareceu exagerado para uma quarta a noite. Depois do beijo apaixonado, que pareceu durar horas, senti uma dor na garganta, que crio que seja apelidado por nós como “nó na garganta”, senti um desgosto, um nojo. Não daria escândalo ali, no Levour, um restaurante, chique e claro, cheio de gente nojenta, que se acham a alta sociedade do Rio de Janeiro. Levantei da mesa, pegando minhas coisas, sem me despedir de Arthur, que ficou ali sentado sem entender nada, ele levantou para vir atrás de mim, mas tinha que pagar a conta antes, então cheguei até o recepcionista, e joguei meus braços no balcão, mordi meu lábio inferior com tanta força, que pude sentir uma dor prazerosa. Joguei minha cabeça para o lado, então o recepcionista disse – Posso ajuda-la senhora?
Respirei fundo e, decidida acabar com isso tudo de uma vez, eu estava magoada, e apesar de ter os olhos cheios de lágrimas, consegui responder claramente – Não, eu estava com esse senhor, mas já estou indo para casa sozinha, esvaziar meu apartamento do lixo que lá se encontra. Sorri e dei boa noite. Felipe fica boquiaberto a me ver, ele não acreditava que eu estava bem ali. Então sai, sai do Levour de encontro ao meu carro, estava caindo muitos raios, e já ventava forte. Felipe veio correndo atrás de mim no estacionamento, eu chorava muito. Como ele pode ter feito isso comigo? Como eu podia confiar nesse cara? Eu estava mais desapontada comigo do que com ele... Eu não podia ter deixado ninguém me magoar novamente.
Aqui estamos depois de trinta a cinco minutos.
Dei um grito – Felipe. Me. Salta. Falei cada palavra pausadamente. – Você tem que me escutar, não é o que você está pensando, por favor, me deixa explicar. Respirei, e contei até dez na minha mente, para não dar uma tapa na cara dele – Por favor, eu tenho nojo de você. Felipe me olhou com os olhos cheios de lágrimas – Não você não tem você me ama, eu te amo, a gente vai superar isso. Dei uma risada, que mais era irônica do que de humor – Por favor, garoto, tuas coisas vão estar na recepção do condomínio, e deixando claro, não ouse em bater na minha porta, não temos mais nada para conversar. – Você não entendeu me desculpe, por favor. Olhei tão penetrante, que pude sentir minha raiva sendo enviada telepaticamente para ele – Por favor, Felipe, se o Arhtur, não tivesse me convidado para jantar hoje, e eu não tivesse te pego no flagra com uma loira gostosa, que parece que saiu de um filme pornô, você nunca me contaria desse seu caso. Completei a frase já dentro do meu carro – Nenhum sentimento supera isso, tente me entender. Acelerei na direção de saída do estacionamento.
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